Pai também ama. E cuida.
Pai também ama
A parte boa

Quando ele te ensina alguma coisa

Um jogo, uma gíria, um jeito de fazer no celular, um fato sobre dinossauros que você não sabia. E você aprende — e ele percebe que você aprendeu.

Durante anos o fluxo foi um só: de você para ele. Você ensinou a andar, a amarrar o tênis, a atravessar a rua, a pedir desculpa.

E aí um dia inverte. Ele sabe uma coisa que você não sabe, e explica. Com paciência, às vezes com a mesma paciência que você usou com ele — o que é engraçado de ver, porque é você mesmo, imitado.

O que acontece nessa hora, se você deixar, é que ele descobre que tem valor para você além de ser filho. Ele tem conhecimento. Tem algo a dar. E você, se disser eu não sabia disso em vez de fingir que sabia, entrega a ele uma coisa que nenhum elogio entrega: a experiência de ser útil ao pai.

Pesquisas sobre autoestima na infância apontam consistentemente para isso — ser competente em algo que importa para alguém importante. Você é o alguém importante. Deixar ele te ensinar é dar a competência.

E tem a parte que é só sua: você aprende. De verdade. Coisas que não aprenderia de nenhum outro jeito, com um professor que tem oito anos e que te ama.

Esta série não termina em ato. Só no momento.

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